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Recorde: quase 72 milhões de brasileiros estão inadimplentes

  • Foto do escritor: Valdir Sabino
    Valdir Sabino
  • 20 de jan.
  • 5 min de leitura

Inadimplência empresarial no Brasil bate recorde histórico em 2025


43% dos adultos brasileiros estão inadimplentes. O maior índice desde que a pesquisa começou a ser feita, em 2015.

Amanda da Silva Avelar, dona de casa, está sem emprego há quatro anos e até o básico ficou difícil de pagar.


"Luz e as despesas, mercado está um absurdo, ainda mais com uma criança. Somos 4 com meu filho. Meu esposo que trabalha".


A família entrou no ciclo do endividamento, e não foi só ela. Mais de 43% da população adulta do país estão inadimplentes, com boletos já vencidos. São quase 72 milhões de pessoas. O maior patamar desde que essa pesquisa começou a ser feita, em 2015.


Os dados fazem parte do Indicador de Inadimplência de Pessoas Físicas, da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas e do SPC Brasil.

Além de o número de inadimplentes ter aumentado, aumentou também o tempo que as pessoas permanecem com as contas atrasadas. Os pagamentos com atraso de 3 a 4 anos cresceram quase 40% em 12 meses.


"A gente tem uma taxa de juros que ficou num patamar muito alto. A gente teve uma inflação muito alta, especialmente nos itens de alimentos, e que está um pouco mais controlada agora, mas os preços dos produtos ficaram num patamar elevado e as famílias têm tido menos espaço para outras compras ou para poder quitar dívidas que já estavam feitas antes", comenta Merula Borges, especialista em finanças da CNDL.


Três em cada dez consumidores deixaram de pagar contas de até R$ 500. Os inadimplentes se concentram na faixa de 30 a 39 anos.


A inadimplência das empresas brasileiras atingiu um patamar inédito em outubro de 2025, com 8,7 milhões de companhias registradas com dívidas vencidas e não pagas, segundo o Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian.


O número representa o maior da série histórica iniciada em 2016 e evidencia o agravamento da situação financeira do setor produtivo no país, outubro de 2025. Anteriormente, o dado já havia batido recordes no ano.


Dívidas empresariais somam quase R$ 205 bilhões


O levantamento aponta que o valor total das dívidas inadimplidas chegou a R$ 204,8 bilhões, consolidando também um recorde histórico. O indicador considera empresas com pelo menos uma obrigação financeira em atraso registrada até o fim do mês.

Em média, cada empresa inadimplente acumulou 7,1 contas vencidas, com dívida média de aproximadamente R$ 23,6 mil por CNPJ, o que reforça o impacto direto da inadimplência sobre o fluxo de caixa e a capacidade de operação dos negócios.


Crescimento da inadimplência empresarial ao longo de 2025


Ao longo de 2025, a inadimplência empresarial apresentou trajetória de alta contínua. Desde o início do ano, o número de empresas negativadas cresceu mês a mês, impulsionado principalmente pelo encarecimento do crédito, manutenção de juros elevados e desaceleração do consumo.


Dados da Serasa Experian mostram que o estoque de dívidas inadimplidas avançou de forma consistente durante o primeiro e o segundo semestre, atingindo seu ápice em outubro. Especialistas apontam que muitas empresas passaram a atrasar pagamentos não apenas por queda de receita, mas também pela dificuldade de renegociar contratos em um ambiente de crédito mais restritivo.


Perfil das empresas inadimplentes


As micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) concentram a maior parte da inadimplência no país. Cerca de 8,2 milhões de negócios desse porte estão negativados, respondendo por aproximadamente R$ 184,6 bilhões do total das dívidas.

Por setor, o quadro é liderado por:


  • Serviços: 54,9% das empresas inadimplentes

  • Comércio: 33%

  • Indústria: 8%

  • Outros setores: participação residual


Distribuição regional da inadimplência


Outro ponto importante é mencionar que a inadimplência empresarial se concentra principalmente no Sudeste, que reúne mais de 4,6 milhões de empresas negativadas, seguido por:


  • Sul: cerca de 1,4 milhão

  • Nordeste: aproximadamente 1,3 milhão

  • Centro-Oeste: cerca de 755 mil

  • Norte: em torno de 516 mil empresas


Principais fatores que explicam o avanço da inadimplência


Entre os fatores que mais contribuíram para o recorde estão:


Esse cenário pressiona especialmente empresas de menor porte, que possuem menos acesso a capital e menor fôlego financeiro.


Como as empresas podem reduzir a inadimplência


Diante desse cenário desafiador, especialistas apontam algumas estratégias essenciais para

reduzir a inadimplência empresarial:


  • Gestão rigorosa do fluxo de caixa: acompanhar entradas e saídas de forma diária ajuda a antecipar problemas.

  • Renegociação preventiva de dívidas: buscar acordos antes do atraso evita juros mais altos e negativação.

  • Revisão de custos e contratos: identificar despesas que podem ser reduzidas ou renegociadas.

  • Uso estratégico do crédito: evitar novas dívidas de curto prazo com juros elevados.

  • Análise de risco de clientes: especialmente para empresas que vendem a prazo, avaliar o perfil de pagamento reduz calotes.

  • Educação financeira e planejamento: estruturar metas realistas e reservas financeiras fortalece a resiliência do negócio.


Perspectivas para os próximos meses


O recorde de inadimplência empresarial em 2025 acende um alerta para empresários, credores e formuladores de políticas públicas. A expectativa é que a redução desse indicador dependa da melhora das condições de crédito, da estabilização econômica e de medidas de apoio ao pequeno e médio empreendedor.


2026 está próximo: Mantenha o seu negócio preparado!


Com 8,7 milhões de empresas inadimplentes e dívidas que somam quase R$ 205 bilhões, o Brasil vive um dos momentos mais delicados para o setor empresarial. A adoção de estratégias financeiras mais eficientes e políticas de estímulo ao crédito saudável será decisiva para reverter esse cenário e garantir a sustentabilidade dos negócios.

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Inadimplência atinge em setembro maior patamar da série histórica


Houve também um recorde de 13% das famílias brasileiras dizendo que não terão condições de pagar suas dívidas em atraso, ou seja, permanecerão inadimplentes

A proporção de famílias com contas em atraso subiu a 30,5% em setembro, maior patamar da série histórica iniciada em 2010, apontou a Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor).


Além disso, houve um recorde de 13% das famílias brasileiras dizendo que não terão condições de pagar suas dívidas em atraso, ou seja, que permanecerão inadimplentes. Segundo a CNC, a pesquisa "aponta um quadro de crescente fragilidade financeira".


A proporção de famílias com contas a vencer subiu a 79,2% em setembro de 2025. O comprometimento da renda também permaneceu em patamar elevado: 18,8% dos consumidores tinham mais da metade dos rendimentos comprometidos com dívidas em setembro.


Quanto ao tempo de inadimplência, 48,7% das famílias com dívidas em atraso estão nesta situação há mais de 90 dias, o que reflete "o agravamento dos prazos de inadimplência e o efeito dos juros sobre o montante a ser pago", apontou Fabio Bentes, economista-chefe da CNC.

"Esses fatores corroboram que, mesmo com o lado positivo do endividamento considerado um aquecedor das vendas no comércio, a crescente inadimplência evidencia que o movimento é de frenagem desta dinâmica", avaliou Bentes, em nota oficial.


Na análise por faixas de renda, houve expansão maior do endividamento entre as famílias de renda mais baixa, que recebem até três salários mínimos por mês: nesse grupo, a proporção de endividados passou de 81,1% em agosto para 82% em setembro.


No grupo mais rico, que recebe mais de dez salários mínimos mensais, a fatia de endividados subiu de 68,7% em agosto para 69,5% em setembro.


A pesquisa considera como dívidas as contas a vencer nas modalidades cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de carro e casa.


A CNC projeta que o endividamento aumente em 3,3 pontos porcentuais até o fim deste ano em relação ao patamar que encerrou 2024, enquanto a inadimplência subiria 1,7 ponto porcentual.

 
 
 
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